sexta-feira, 3 de maio de 2013

EXERCÍCIOS - ESCRAVIDÃO NO BRASIL 1º ANO ENSINO MÉDIO

Exercício 1:
Os africanos foram trazidos do chamado continente negro para o Brasil em um fluxo de intensidade variável. Os cálculos sobre o número de pessoas transportadas como escravos variam muito. Estima-se que, entre 1550 e 1855, entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo,1995. p. 51.)
Sobre a escravidão no Brasil, é correto afirmar que:


Exercício 2: Sobre as características da sociedade escravista colonial da América portuguesa estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO de uma. Indique-a.


Exercício 3:
Trabalho escravo ou escravidão por dívida é uma forma de escravidão que consiste na privação da liberdade de uma pessoa (ou grupo), que fica obrigada a trabalhar para pagar uma dívida que o empregador alega ter sido contraída no momento da contratação. Essa forma de escravidão já existia no Brasil, quando era preponderante a escravidão de negros africanos que os transformava legalmente em propriedade dos seus senhores. As leis abolicionistas não se referiram à escravidão por dívida. Na atualidade, pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o conceito de redução de pessoas à condição de escravos foi ampliado de modo a incluir também os casos de situação degradante e de jornadas de trabalho excessivas. (Adaptado de Neide Estergi. A luta contra o trabalho escravo, 2007.)
Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. O escravo africano era propriedade de seus senhores no período anterior à Abolição.
II. O trabalho escravo foi extinto, em todas as suas formas, com a Lei Áurea.
III. A escravidão de negros africanos não é a única modalidade de trabalho escravo na história do Brasil.
IV. A privação da liberdade de uma pessoa, sob a alegação de dívida contraída no momento do contrato de trabalho, não é uma modalidade de escravidão.
V. As jornadas excessivas e a situação degradante de trabalho são consideradas formas de escravidão pela legislação brasileira atual.
São corretas apenas as afirmações:


Exercício 4:
Cartazes, como o acima, registram algumas das características da escravidão na sociedade brasileira, durante o século XIX.
Com base nas informações contidas no documento e no seu conhecimento acerca da escravidão, assinale a única opção que NÃO apresenta uma característica correta.


Exercício 5:
Em 17 de março de 1872 pelo menos duas dezenas de escravos liderados pelo escravo chamado Bonifácio avançaram sobre José Moreira Veludo, proprietário da Casa de Comissões (lojas de venda e compra de escravos) em que se encontravam, e lhe meteram a lenha . Em depoimento à polícia, o escravo Gonçalo assim justificou o ataque: Tendo ido anteontem para a casa de Veludo para ser vendido foi convidado por Filomeno e outros para se associar com eles para matarem Veludo para não irem para a fazenda de café para onde tinham sido vendidos. (Apud: CHALHOUB, Sidney, 1990, p. 30 31)
Com base no caso citado acima e considerando o fato e a historiografia recente sobre os escravos e a escravidão no Brasil, é possível entender os escravos e a forma como se relacionavam com a escravidão da seguinte forma:
I – O escravo era uma coisa, ou seja, estava sujeito ao poder e ao domínio de seu proprietário. Privado de todo e qualquer direito, incapaz de agir com autonomia, o escravo era politicamente inexpressivo, expressando passivamente os significados sociais impostos pelo seu senhor.
II – Nem passivos e nem rebeldes valorosos e indomáveis, estudos recentes informam que os escravos eram capazes de se organizar e se contrapor por meio de brigas ou desordens àquilo que não consideravam justo , mesmo dentro do sistema escravista.
III – Incidentes, como no texto acima, denotam rebeldia e violência por parte dos escravos. O ataque ao Senhor Veludo, além de relevar o banditismo e a delinqüência dos escravos, só permite uma única interpretação: barbárie social.
IV – O tráfico interno no Brasil deslocava milhares de escravos de um lugar para outro. Na iminência de serem subitamente arrancados de seus locais de origem, da companhia de seus familiares e do trabalho com o qual estavam acostumados, muitos reagiram agredindo seus novos senhores, atacando os donos de Casas de Comissões, etc.
V – Pesquisas recentes sobre os escravos no Brasil trazem uma série de exemplos, como o texto citado acima, que se contrapõem e desconstroem mitos célebres da historiografia tradicional: que os escravos eram apenas peças econômicas, sem vontades que orientassem suas próprias ações.
Assinale a alternativa correta.


Exercício 6: O Brasil ainda não conseguiu extinguir o trabalho em condições de escravidão, pois ainda existem muitos trabalhadores nessa situação. Com relação a tal modalidade de exploração do ser humano, analise as afirmações abaixo.
I. As relações entre os trabalhadores e seus empregadores marcam-se pela informalidade e pelas crescentes dívidas feitas pelos trabalhadores nos armazéns dos empregadores, aumentando a dependência financeira para com eles.
II. Geralmente, os trabalhadores são atraídos de regiões distantes do local de trabalho, com a promessa de bons salários, mas as situações de trabalho envolvem condições insalubres e extenuantes.
III. A persistência do trabalho escravo ou semi-escravo no Brasil, não obstante a legislação que o proíbe, explicase pela intensa competitividade do mercado globalizado.
Está correto o que se afirma em:


Exercício 7:  A escravidão negra no Brasil teve várias facetas. Dentre as assertivas a seguir, qual não pode ser considerada uma marca do escravismo brasileiro?


Exercício 8:  O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão.
“O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma má­quina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.”
(Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: a in­crível saga de um país. São Paulo: Ática, 2003. p. 112).
Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é correto afirmar:


Exercício 9:
A Anti-Slavery Internacional, organização não-governamental que atua no combate à escravidão no mundo contemporâneo, considerava que cerca de 25 milhões de pessoas eram vítimas do trabalho escravo em 2003. Dentre essas pessoas haveria trabalho infantil, exploração sexual e trabalhadores escravizados por dívida. Nesse mesmo ano, conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT), aproximadamente 25 mil pessoas estariam vivendo nessas condições no Brasil.
CATELLI JUNIOR, Roberto. História – Texto e Contexto. São Paulo: Editora Scipione, 2007. p. 268.
Sobre o tema escravidão, é CORRETO afirmar que:

POESIA A ESCRAVIDÃO - 7º ANO

A ESCRAVIDÃO
A escravidão não foi só
o domínio do forte sobre o fraco,
do rico sobre o pobre,
do poderoso sobre o indefeso.

Não foi só
questão de supremacia
de raça,
de cor,
de dinheiro.

Não foi só
expressão de ganância,
de injustiça,
de calculismo,
de desumanidade.

Não foi só
o mais torpe degrau
da cegueira humana,
da pequenez da alma,
da miséria interior.

Foi também
e, primacialmente,
evocando Zumbi,
a certeza de que,
dentre os valores mais caros,
nada suplanta o do anseio
da liberdade!

Autor: Luiz Carlos de Oliveira

INTERPRETAÇÃO DO POESIA
a) Qual o nome da poesia?
b) De acordo com a poesia quem era o "forte", "poderoso"?
c)De acordo com a poesia quem era o "fraco", "indefeso"?
d) O que os negros mais queriam ?

Dicionário:
a)supremacia
b) ganãncia
c) desumanidade
d) liberdade

Escravo na àfrica 2 - 7º ano

               Escravo na África
    Havia várias maneiras de um indivíduo se tornar escravo na África. O mais comum, e talvez mais eficiente, era a guerra. Guerras entre vizinhos geralmente produzia um número de indivíduos capturados que poderia ser facilmente vendido na costa como escravo. No entanto, as guerras eram um método de escravização caro, que somente sociedades centralizadas ou estatais poderiam sustentar. Outros métodos de escravização menos dispendiosos e abertos às sociedades africanas descentralizadas incluíam , o endividamento, e o julgamento por crimes ou heresias.    Finalmente, em tempos de carestia, havia ainda a possibilidade de escravização voluntária, na qual indivíduos livres entregavam-se à escravidão movidos pela fome, pelo abandono ou por outras ameaças.




O tráfico transatlântico consumiu mais escravos do que qualquer outro mercado da África. Contudo, a demanda por escravos do comércio transatlântico pouco alterou a maneira como os africanos concebiam a escravidão na África. Em geral, os africanos preferiam mulheres como escravas por dois motivos. Primeiro porque as mulheres eram responsáveis pelo trabalho agrícola na maioria das sociedades africanas, e segundo porque eles poderiam tomar essas mulheres por esposas, aumentando assim a sua família e a sua influência política na comunidade local. As crianças também eram consideradas escravos ideais pelos africanos, uma vez que poderiam ser facilmente assimiladas pela comunidade dos seus senhores. Ao contrário, os africanos procuravam se desfazer logo de escravos homens, que poderiam representar um perigo para a sociedade, especialmente em se tratando de soldados capturados em guerras. Nesse sentido, o tráfico transatlântico de escravos contribuiu para aliviar os senhores africanos desse tipo de escravo, já que as plantações do Novo Mundo demandavam mais homens do que mulheres e crianças como escravos.

INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
a) Na África como o indivíduo se tornava escravo?
b)Qual o método de escravidão menos dispendiosos na África?
c) Como era a escravidão voluntária na África?
d) Quem os africanos preferiam como escravos? Quais eram os motivos?
e)Por que as crianças também eram alvo de escravidão?
f) Por que os escravos homens representava perigo para os senhores?
g) Onde o escravo de homens era melhor aceito? Por que?

Dicionário:
a)capturado
b) endividamento
c)carestia
d) voluntário
e)heresias

2- De acordo com as palavras encontradas no dicionário, forme nova frase.


A Chegada dos europeus a África

  A CHEGADA DOS EUROPEUS A ÁFRICA
O europeus chegaram a África aos pouquinhos. Não foi uma invasão única, como muitos pensam. Os europeus já tinham relações com a África desde muitos séculos antes da invasão européia. Essas relações eram estritamente comerciais, em contatos de compra e venda comuns, como existem até hoje entre os países.
   Os europeus ofereciam o que tinham em troca dos artigos africanos, que iam desde o marfim e minérios até artefatos em geral. Entretanto, já no século XV, os europeus passaram a desejar a conquista das áreas litorâneas do continente, em seu primeiro processo de expansão, em busca das riquezas que já sabiam que existiam e da mão-de-obra africana.
     Comércio na África:
     No século XVIII ainda ocorria em África a primeira expansão europeia, que se encerrou com a tomada da Colônia do Cabo, holandesa, pelos ingleses, durante a Revolução Francesa (1789). A partir daí os europeus começaram a adentrar o continente africano, através de expedições científicas e pela evangelização cristã, com a entrada de missionários na África, e essas expedições missionárias e científicas permitiram o conhecimento do interior do continente. As expedições científicas são fruto das sociedades geográficas do século XIX, e tiveram início no final do século XVIII.
  Caravana de Escravos:
  O tráfico de escravos
 Durante os primeiros quatro séculos - do século XV a metade do XIX - de contato dos navegantes europeus com o Continente Negro, a África foi vista apenas como uma grande reserva de mão- de-obra escrava. Traficantes de quase todas as nacionalidades montaram feitorias nas costas da África. As simples incursões piratas que visavam inicialmente atacar de surpresa do litoral e apresar o maior número possível de gente, foi dando lugar a um processo mais elaborado.
  Conforme aumentava a procura por mão-de- obra escrava, motivada pela instalação de colônias agrícolas na América, os comerciantes de escravos se associaram militarmente e financeiramente com povos africanos, que viviam nas costas marítimas, dando-lhes armas, pólvora e cavalos para conquistassem a maior quantidade de território possível.
  Os prisioneiros das guerras tribais eram presos em “barracões”, em armazéns costeiros, onde ficavam a espera da chegada dos navios tumbeiros ou negreiros que os levariam como carga humana pelas rotas transatlânticas.

Interpretação do texto:
a)Como era as relações dos europeus com a África?
b) O que eles ofereciam em troca dos artigos africanos?
c) Como os europeus entraram na África?
d)Por que haviam prisioneiros?

DICIONARIO
a) tráfico
b) Continente
c) expedições
d) tumbeiros

lenda do tambor africano 7º ano

Lenda do tambor africano
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    Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a idéia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua.
    Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar.
    A Lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio.
    O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido.
    Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.
 
INTERPRETAÇÃO DO TEXTO
1) Qual o nome do texto?
2)Onde fica Guiné?
3) Qual o assunto do texto?
4)O que a Lua fez com o macaquinho?
5)O que aconteceu com o macaquinho?
6) Onde se passa a História?
7) O que é uma LENDA?
8) Existem lendas em seu país? Dê exemplos.
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

ILUMINISMO QUESTÕES II 1º ANO

1- Como os pensadores iluministas pensavam a relação existente entre o Estado e a Igreja?

2- Cite o nome de três pensadores Iluministas.

3- Do ponto de vista científico como os iluministas acreditavam ser possível compreender algum objeto de estudo?

4- Faça um breve comentário porque o século XVIII, ficou sendo conhecido por século das luzes?

5- O que era o enciclopedismo? Quais as relações do enciclopedismo ao Iluminismo?

6- Como era a cultura na época do Iluminismo?

7- Qual a importância do Contrato Social?

8- Qual o conceito de Despotismo Esclarecido?

9- Como reagia a América com o Pensamento Iluminista da Europa.

10- Quais as idéias Iluministas de: Rosseau,Voltaire, Montesquieu e Kant?

                                                                                             

                                                                                                

O QUE É HISTÓRIA - 1º ANO

A palavra história tem origem grega e significa conhecimento por meio de uma indagação e deriva de histor: “sábio ou conhecedor”. Alguns estudiosos deram definições diferentes para história, como o filósofo e escritor alemão Johann Gottfried Von Herder, para o qual a história é o estudo do passado, o historiador francês Marc Bloch definiu como sendo a ciência dos homens no transcurso do tempo, já o francês Lucien Febvre define a história como o processo de mudança contínua da sociedade humana.
Para o escritor e lexicógrafo brasileiro, Aurélio Buarque de Holanda, história é a “narração metódica dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e na vida da humanidade, em geral”. Para Sérgio Buarque de Holanda, historiador e sociólogo, “a história é o estudo do que os homens do passado fizeram, da maneira pela qual viviam, das idéias que tinham”.
Tomando como base os conceitos apresentados acima, pode-se deduzir que a História é a soma do estudo dos costumes do passado, com a descrição dos fatos ocorridos, mostrando como era a vida dos povos que vieram antes de nós. Para que isso possa ser feito, é necessário que pessoas especializadas, os historiadores, entrem em cena. Seu trabalho consiste em estudar documentos, registros, vestígios e marcas deixadas pelos povos que viveram no passado.
Os povos do passado não deixaram vestígios com a finalidade exata de orientar os pesquisadores do futuro, mas cada pesquisador, através da análise de documentos e vestígios históricos, cria sua própria versão daquilo que pode ter sido o estilo de vida e a situação de um determinado povo, em determinada época. Os documentos são a principal fonte de informações para qualquer pesquisador, pois trazem relatos de situações cotidianas e especiais, que podem dar uma idéia aproximada de como era a vida dos povos antigos.
Outra forma de buscar a história de determinado povo é através das diversas formas de expressão cultural como contos, lendas e fábulas. São as chamadas fontes orais, nas quais, muitas vezes, ocorre entrevistas com pessoas mais idosas, que tiveram acesso às informações, que passaram de geração a geração.
Grande parte das fontes históricas encontra-se em museus, bibliotecas, igrejas, universidades e galerias de artes. Assim, mesmo o público que não trabalha com história, pode ter acesso às informações que o ajudará a entender, mesmo que de forma simples, como era a vida e os costumes de determinado povo, em determinada época.
Fazer história é buscar informações do passado, para explicar aos povos atuais o que aconteceu, como era o cotidiano das pessoas, o que faziam, o que sabiam e no que acreditavam os povos do passado.
Fonte:
Mota, Myriam Becho. História : das cavernas ao terceiro milênio / Myriam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick. – 1ª Ed. – São Paulo: Moderna, 2005.