terça-feira, 26 de maio de 2015

REVOLTAS SOCIAIS

As Revoltas da Primeira República
Aconteceram por causa do governo elitista que oprimia o povo e enchia os coronéis de privilégios. Se espalharam pelo país tantos nas cidades (Revolta da Vacina, da Chibata e Organização Operária) quanto no campo (Canudos, Contestado e Cangaço).
Revolta da Vacina (1904)
Aconteceu na cidade de Rio de Janeiro quando o médico Oswaldo Cruz se tornou diretor de saúde pública e começou a ordenar demolições de moradias pobres e autorizar invasões domiciliares para buscar pragas. O estopim foi a obrigatoriedade da vacina contra a varíola, aí o povo se rebelou por dez dias causando alvoroço nas ruas até serem sufocados pela polícia com o apoio da Guarda Nacional, Bombeiros, Exército e Marinha além de algumas tropas de SP e MG. Para evitar novo confronto o governo revogou a vacinação.
Revolta da Chibata (22/11/1910)
Aconteceu no RJ quando o marinheiro Marcelino Menezes recebeu 250 chicotadas por ter levado cachaça ao navio. Os marinheiros tomaram os barcos e apontaram os canhões para a capital exigindo o fim dos maus tratos, melhor alimentação e anistia aos envolvidos, conseguiram, mas duas semanas depois começaram uma nova revolta. A maioria dos participantes foi morta, alguns foram degredados no Acre ou Amazônia em serviços forçados, já o líder João Candido foi internado num hospício como indigente sendo anistiado em 2008 pelo presidente Lula.
    Começou por causa das más condições de trabalho. Os trabalhadores se organizaram em sociedades beneficentes, sindicatos e partidos comunistas que levaram ás greves e jornais nas ruas dos estados industriais como SP e RJ.
Canudos (1893 – 1897)
Antônio Mendes Maciel (o Conselheiro) peregrinou o interior de Pernambuco, Bahia e Sergipe pregando e ajudando as pessoas, conseguindo muitos seguidores o que ameaçava a Igreja Católica. Em 1893 fundou Canudos, um povoado numa fazenda da Bahia que chegou há 10.000 moradores seguindo suas próprias leis sem obedecer a igreja nem os coronéis. Três expedições com metralhadores e canhões não conseguiram vencer a comunidade, somente a quarta com 14.000 soldados teve sucesso, arrasaram tudo, mataram muitos, degolaram outros e prenderam poucos.
Contestado (1912 – 1916)
Aconteceu em terras de SC e PR onde os moradores foram expulsos para a construção de uma estrada de ferro. Essas pessoas começaram a seguir José Maria combatendo o governo e os empresários que ganhariam muito com os trens. Foram derrotados com violência por uma tropa de 8.000 soldados que os mataram de sede e fome com um cerco desonesto.

Cangaço (XIX – 1940)
Surgiu no sertão nordestino com a formação de grupos armados e violentos sustentados por um político para protegê-lo, mais tarde esses bandos começaram a trabalhar para si próprios atacando povoados e fazendas para roubar. Geralmente eram combatidos pelas volantes. Os lideres cangaceiros mais famosos foram Virgulino (Lampião) e Courisco.

REVOLTAS NA PRIMEIRA REPÚBLICA

Revolta de Canudos
Antônio Conselheiro chegou em 1893 a uma velha fazenda abandonada no sertão baiano e ali liderou a formação de Canudos. Desde os tempos do império ele fazia pregações que atraíam multidões de moradores do sertão nordestino.
A Revolta de Canudos ocorreu entre os anos de 1893-1897 na Bahia. Milhares de pessoas se mudaram para Canudos. Buscavam paz e justiça em meio à fome e à seca do sertão.
Comandada por Antônio Conselheiro, a população vivia num sistema comunitário, em que as colheitas, os rebanhos e o fruto do trabalho eram repartidos. Só havia propriedade privada dos bens de uso pessoal. Não havia cobrança de impostos nem autoridade policial. A prostituição e a venda de bebidas alcoólicas eram rigorosamente proibidas.
O povoado de Canudos tinha leis próprias, não obedecendo ao poder público que governava o país. Representava uma alternativa de sociedade para os sertanejos que desejavam fugir da dominação dos grandes coronéis.
Os fazendeiros baianos e a elite política local temiam o crescimento de Canudos e passaram a exigir providências do governo para destruir a comunidade.
Os inimigos da comunidade de Canudos diziam que ali viviam fanáticos, loucos e monarquistas. A história tradicional repetiu essas acusações como se fossem verdades absolutas. Assim, não considerava que um dos principais motivos que uniam os sertanejos de Canudos era a necessidade de fugir da fome e da violência.
A religiosidade foi a forma encontrada pelos sertanejos para traduzir sua revolta e sua vontade de construir uma ordem social diferente.
A destruição de Canudos -Como as tropas dos coronéis locais e do governo estadual baiano não conseguiram esmagar as forças de Canudos, o governo federal entrou na luta. Várias tropas militares enviadas pelo poder central foram derrotadas. Um poderoso exército de 7 mil homens foi organizado pelo próprio ministro da Guerra. Canudos foi completamente destruído em 5 de outubro de 1897; mais de 5 mil casas foram incendiadas pelo exército.
Guerra do Contestado
Ocorreu entre os anos de 1912 a 1916, na fronteira entre Paraná e Santa Catarina, numa região contestada (disputada) pelos dois estados. Nessa área, era grande o número de sertanejos sem-terra e famintos que trabalhavam sob duras condições para os fazendeiros locais e duas empresas norte-americanas que atuavam ali.
Os sertanejos de Contestado começaram a se organizar sob a liderança de um “monge” chamado João Maria. Após sua morte, surgiu em seu lugar um outro “monge”, conhecido como José Maria (Miguel Lucena Boaventura).
Reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundou com eles alguns povoados que compunham a chamada “Monarquia Celeste”. A “monarquia” do Contestado tinha um governo próprio e normas igualitárias, não obedecendo às ordens emanadas das autoridades da república.

Os sertanejos do Contestado foram violentamente perseguidos pelos coronéis-fazendeiros e pelos donos das empresas estrangeiras, com o apoio das tropas do governo. O objetivo era destruir a organização comunitária dos sertanejos e expulsá-los das terras que ocupavam.
Em novembro de 1912, o monge Jose Maria foi morto em combate e “santificado” pelos moradores da região. Seus seguidores, criaram novos núcleos que foram, combatidos e destruídos pelas tropas do exercito brasileiro.
Os últimos núcleos foram arrasados por tropas de 7 mil homens armados.
Messianismo
Na história do Brasil, o termo messianismo é usado para dar nome aos movimentos sociais nos quais milhares de sertanejos fundaram comunidades comandadas por um líder religioso.
Surgiu em áreas rurais pobres atingidas pela miséria. Seus dois principais componentes eram a religiosidade popular do sertanejo e seu sentimento de revolta.
Na República Velha, os dois principais exemplos de messianismo foram os movimentos de Canudos e do Contestado.
Cangaço: Revolta e Violência no Nordeste
Ocorreu entre os anos de 1870 a 1940 (setenta anos), no Nordeste do Brasil.
Para alguns pesquisadores, ele foi uma forma pura e simples de banditismo e criminalidade. Para outros foi uma forma de banditismo social, isto é, uma forma de revolta reconhecida como algo legítimo pelas pessoas que vivem em condições semelhantes.
Motivos para o acontecimento do cangaço:
Miséria, fome, secas e injustiças dos coronéis-fazendeiros produziram no semi-árido do Nordeste um cenário favorável à formatação de grupos armados conhecidos como cangaceiros. Os cangaceiros praticavam crimes, assaltavam fazendas e matavam pessoas.
Os dois mais importantes bandos do cangaço foi o de Antônio Silvino e o de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o “Rei do Cangaço”.
Depois que a polícia massacrou o “bando de Lampião”, em 1938, o cangaço praticamente desapareceu do Nordeste.
Revolta da Vacina
No governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), o Rio de Janeiro, era uma cidade no qual a população enfrentava graves problemas: pobreza, desemprego, lixo amontoado nas ruas, muitos ratos e mosquitos transmissores de doenças. Milhares de pessoas morriam em consequência de epidemias como febre amarela, peste bubônica e varíola.
Os primeiro governos republicanos queriam transformar o Rio de Janeiro na “capital do progresso”, que mostrasse ao país e ao mundo “o novo tempo” da República.

Coube ao presidente Rodrigues Alves a decisão de reformar e modernizar o Rio de Janeiro.
Os cortiços e os casebres dos bairros centrais foram demolidos. A população foi desalojada e passou a morar em barracos nos morros do centro ou em bairros distantes do subúrbio.
Combater as epidemias era um dos principais objetivos do governo; o medico Oswaldo Cruz, diretor da Saúde Pública, convenceu o presidente a decretar a lei da vacinação obrigatória contra a varíola.
A população não foi esclarecida sobre a necessidade da vacina. Diversos setores da sociedade reagiram à vacina obrigatória: havia os que defendiam que a aplicação de injeções em mulheres era imoral, ou que a obrigatoriedade ia contra a liberdade individual. Outros, não compreendiam como uma doença poderia ser evitada com a introdução de seu próprio vírus no corpo.
Revolta da Chibata
Ocorreu no Rio de Janeiro, foram os marinheiros que se revoltaram contra os terríveis castigos físicos a que eram submetidos.
Ficou conhecido como Revolta da Chibata, porque os marinheiros queriam mudanças no Código de Disciplina da Marinha, que punia as faltas graves dos marinheiros com 25 chibatadas. Além dos castigos físicos, os marinheiros reclamavam de má alimentação e dos miseráveis salários que recebiam.
Tenentismo
Foi o movimento político-militar que, pela luta armada, pretendia conquistar o poder e fazer reformas na República Velha. Era liderado por jovens oficiais das Forças Armadas, principalmente tenentes.
Principais propostas do Tenentismo:
Queriam a moralização da administração pública;
Queriam o fim da corrupção eleitoral;
Reivindicavam o voto secreto e uma justiça Eleitoral confiável;
Defendiam a economia nacional contra a exploração das empresas e do capital estrangeiro;
Desejavam uma reforma na educação pública para que o ensino fosse gratuito e obrigatório para todos os brasileiros.
A maioria das propostas contava com a simpatia de grande parte das classes médias urbanas, dos produtos rurais que não pertenciam ao grupo que estava no poder e de alguns empresários da indústria.

Revolta do Forte de Copacabana
Primeira Revolta Tenentista, iniciou em 05/07/1922.

Foi uma revolta para impedir a posse do presidente Artur Bernardes.
Tropas do governo cercaram o Forte de Copacabana, isolando os rebeldes. Dezessete tenentes e um civil saíram para as ruas num combate corpo-a-corpo com as tropas do governo. Dessa luta suicida, só dois escaparam com vida: os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos.
O episódio ficou conhecido como Os Dezoito do Forte.
Revoltas de 1924
Dois anos depois da Primeira Revolta ocorreram novas rebeliões tenentistas em regiões como o Rio Grande do Sul e São Paulo.
Depois de ocupar a capital paulista, as tropas tenentistas abandonaram suas posições diante da ofensiva armada do governo.
Com uma numerosa tropa de mil homens, os rebeldes formaram a coluna paulista, que seguiu em direção ao sul do país, ao encontro de outra coluna militar tenentista, liderada pelo capitão Luís Carlos Prestes.
Coluna Prestes
As duas forças tenentistas uniram-se e decidiram percorrer o interior do país, procurando apoio popular para novas revoltas contra o governo. Nascia aí a Coluna Prestes, pois ambas tropas eram lideradas por Prestes.
Durante mais de dois anos (1924 a 1926), a Coluna Prestes percorreu 24 mil quilômetros através de 12 estados. O governo perseguia as tropas da Coluna Prestes que, por meio de manobras militares, conseguia escapar. Em 1926 os homens que permaneciam na Coluna Prestes decidiram ingressar na Bolívia e desfazer a tropa.
A Coluna Prestes não conseguiu provocar revoltas capazes de ameaçar seriamente o governo, mas também não foi derrotada por eles. Isso demonstrava que o poder na República Velha não era tão inatacável.



segunda-feira, 4 de maio de 2015

COLONIZAÇÃO DO BRASIL 1° ANO


A COLONIZAÇÃO DO BRASIL
O que se revelou ineficaz foi a forma como o monopólio da exploração deste império era garantida. Em lugar de povoar os territórios Portugal se impunha militarmente e para manter a logística dispendia boa parte do que se lucrava. Como se isso não bastasse, a concorrência começou a crescer com a entrada no comércio dos espanhóis, franceses, ingleses e holandeses; que começaram a interferir nestes domínios coloniais. Desta forma, por volta de 1550 já se encontravam em decadência as estruturas coloniais portuguesas na África e na Ásia. Com isto o interesse de Portugal voltou-se para o Brasil.
A colonização somente se efetiva cerca de 30 anos depois de Cabral, com a chegada de Martim Afonso de Souza. Sua expedição pode ser considerada um divisor de águas em nossa história, determinando a passagem do período pré-colonial para o período colonial.
Nossa historiografia convencionou dividir a história do Brasil em três períodos: colônia, império e república. Contudo nos 30 primeiros anos do século XVI não existiu colonização. Esta fase, chamada pré-colonial, foi marcada pelo extrativismo vegetal do pau-brasil, com mão-de-obra indígena baseada no escambo, pela criação de algumas feitorias e envio de algumas expedições exploradoras e guarda-costeiras.
Nesse momento, Estado e burguesia portugueses estavam mais interessados na África e na Ásia, porque aí os lucros eram imediatos com o comércio das especiarias asiáticas e dos produtos africanos, como o ouro, o marfim além do escravo negro. Os lucros conseguidos com a extração do pau-brasil eram insignificantes se comparados com os afro-asiáticos.
Porém, as coisas mudaram um pouco e no final da década de 1520, Portugal via uma dupla necessidade de iniciar a colonização no Brasil. Por um lado, o reino passava por sérios problemas financeiros com a perda do monopólio do comércio das especiarias asiáticas. Por outro lado, a crescente presença estrangeira, notadamente francesa, no nosso litoral, ameaçava a posse portuguesa no novo mundo. Nesse sentido, o governo português enviou ao Brasil em 1530, a primeira expedição colonizadora, sob comando de Martim Afonso de Sousa. Essa expedição visava povoar a terra, defendê-la, organizar sua administração e sistematizar a exploração econômica; enfim, colonizá-la.
Martim Afonso de Sousa, também se destacou em nossa história ter trazido as primeiras mudas de cana-de-açúcar na região de são Vicente (SP) – produto que representará o primeiro grande momento da economia colonial – promovendo a instalação do primeiro engenho do Brasil (Engenho do Governador) e dando condições para fundação em 1532 de São Vicente, primeiro núcleo populacional do Brasil.
Pode-se ainda avaliar a importância de sua expedição, sabendo que foram principalmente os seus resultados o que provavelmente levou o rei de Portugal D. João III ao plano de subdividir o Brasil emcapitanias hereditárias, primeiro passo para sua colonização regular. Essas capitanias hereditárias representam o primeiro projeto político-administrativo para colonização do Brasil, reproduzindo, com algumas diferenças, o sistema já experimentado pelo governo português em suas ilhas no Atlântico africano.

Sociedade Colonial Brasileira

Nos dois primeiros séculos de colonização, a população brasileira é formada por colonos brancos, escravos negros, índios aculturados e mestiços. Aumentando lentamente, ela povoa uma estreita faixa litorânea, onde se concentram as grandes áreas produtoras de açúcar, algodão e tabaco. Com o desenvolvimento da mineração de ouro e diamante, a partir do século XVIII, a população se expande nas regiões das minas em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso e avança pelo interior, nas regiões da pecuária.
Baseada na agricultura voltada para o comércio externo, na grande propriedade e no trabalho escravo, a sociedade colonial é agrária, escravista e patriarcal. Em quase toda colônia, é em torno da grande propriedade rural que se desenvolve a vida econômica e social. Os povoados e as vilas têm papel secundário, limitado a funções administrativas e religiosas. Somente a partir da expansão das atividades de mineração é que a sociedade urbana se desenvolve na colônia, com algumas características tradicionais, como a escravidão, e características novas, como o maior número de funcionários, comerciantes, pequenos proprietários, artesãos e homens livres pobres.
A sede das grandes fazendas, ou do engenho, é o maior símbolo do poderio absoluto dos senhores de terras. A família da casa-grande é numerosa: são muitos filhos, tanto legítimos como ilegítimos, parentes, agregados, escravos e libertos. Todos respeitam a autoridade doméstica e pública do senhor, ao mesmo tempo pai, patriarca e chefe político. Essa é a estrutura familiar das regiões da monocultura tropical, escravista e exportadora. Com ela convive a chamada família nuclear, bem menor, formada quase sempre pelo casal e por poucos filhos, quando não apenas por um dos pais e as crianças. Típica das regiões de produção pouco importante para o mercado externo, essa organização familiar predomina em São Paulo e áreas adjacentes à mineração.
A sociedade colonial apresenta outra característica, importante desde o início, mas que se intensifica com o tempo: a miscigenação. Misturando raças e culturas na convivência forçada pelo trabalho escravo dos índios e dos negros africanos, a sociedade colonial adquire um perfil mestiço, personificado pelo mulato (branco europeu e negro africano) e pelo caboclo (branco e índio). Essa miscigenação condiciona as relações sociais e culturais entre colonizadores e colonizados, gerando um modelo de sociedade original na colônia, heterogêneo e multirracial, aparentemente harmônico, sem segregação interna. Na verdade, porém, ela não disfarça as desigualdades estruturais entre brancos e negros, escravos e livres, livres ricos e livres pobres, que não acabam nem mesmo com a abolição da escravatura, no final do século XIX.

A Base Econômica da Colonização no Brasil

O açúcar era a base da economia. Ao contrário dos espanhóis, os portugueses não tiveram a sorte de topar, logo de inicio, com minas de metais preciosos. Por isso, a fim de não perderem a posse da terra, foram forçados a optar pela colonização de base agrícola. E nisso Pernambuco foi um importante modelo.
Os portugueses não eram propriamente inexperientes na cultura açucareira pois já a praticavam nas ilhas do Atlântico (Açores e Cabo Verde).
O açúcar é de origem indiana. Na época das Cruzadas ele foi introduzido na Europa e chegou a ser produzido, embora em escala modesta, na Sicília (sul da Itália). Trazido da Índia, o açúcar es distribuído por Veneza. Devido á sua raridade e ao seu elevado preço, o açúcar era comprado e consumido em pequenas quantidades.
A grande revolução no mercado açucareiro ocorreu com a produção das ilhas do Atlântico, cuja distribuição na Europa foi dada à Holanda, que, assim, quebrou o monopólio veneziano. É nesse contexto que irá se dar a produção brasileira.
O engenho não era apenas o local de fabrico do açúcar. Por esse termo entendia-se a grande lavoura, que era uma unidade produtora típica da colônia, em que se produzia não apenas o açúcar, mas tudo mais de que se necessitava.
De acordo com Antonil – jesuíta do inicio do século XVIII –, havia dois tipos de engenho: os engenhos reais, movidos á água, e os trapiches, que utilizavam tração animal (cavalos e bois).
O engenho era composto por casa-grande, senzala, casa do engenho e capela. A casa-grande era a residência do senhor de engenho. A senzala era a habitação dos escravos. Um engenho de porte médio contava com cinqüenta escravos; nos grandes, a cifra subia para algumas centenas. Muitos engenhos possuíam destilarias: local de produção de aguardente usada no escambo de escravos na África. Alguns existiam exclusivamente para esse fim: as engenhocas ou molinetes, de proporções menores e menos dispendiosas.
As terras do engenho eram formadas por canaviais, pastagens e áreas dedicadas ao cultivo de alimentos. A parte destinada ao cultivo da cana era dividida em partidos, explorados ou não pelo proprietário. No segundo caso, as terras eram cedidas aos lavradores, que eram obrigados a moer sua produção no engenho do proprietário. Eram as chamadas fazendas obrigadas, nas quais o lavrador recebia apenas a metade da sua produção em açúcar e ainda pagava o aluguel pela utilização da terra.
Existiam também os lavradores livres, proprietários de suas próprias terras, que moíam a sua cana em qualquer engenho, mas ao preço de deixar nas mãos do senhor de engenho a metade do açúcar produzido. Os lavradores livres e de fazendas obrigadas não eram camponeses, mas senhores de terras e escravos e, como tais, pertenciam à camada dominante da sociedade.

A Crise do Antigo Sistema Colonial

O declínio da mineração no Brasil coincide, no plano internacional, com a crise do Antigo Regime. Fazendo um balanço de toda a exploração colonial do Brasil, chegamos à melancólica conclusão de que Portugal não foi o principal beneficiário da exploração colonial.
Os benefícios da colonização haviam se transferido para outros centros europeus em ascensão: França e, em especial, Inglaterra. De fato, o século XVIII teve a Inglaterra como centro da política internacional e pivô das mudanças estruturais que começavam a afetar profundamente o Antigo Regime. Como nação vitoriosa na esfera econômica, a Inglaterra estava prestes a desencadear a Revolução Industrial, convertendo-se na mais avançada nação burguesa do planeta.
A visível transformação econômica foi acompanhada, na segunda metade do século XVIII, por uma ebulição no nível das idéias. Surgiu o Iluminismo e, com essa filosofia, uma nova visão do homem e do mundo. Por trás de todo esse movimento, encontrava-se a burguesia, comandando a crítica ao Antigo Regime e, portanto, à nobreza e ao absolutismo.

A descolonização

Descolonização é o processo pelo qual uma ou várias colónias adquirem ou recuperam a sua independência, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.
Este processo é geralmente antecedido por um conflito entre as “forças vivas” da colónia e a administração colonial, que pode tomar a forma duma guerra de libertação (como foi o caso de algumas colónias portuguesas e da Argélia), um golpe de estado, em que as organizações na colónia substituem a administração colonial, como aconteceu na formação dos Estados Unidos da América, ou ainda por um processo mais pacífico, em que o partido ou movimento de libertação exerce pressão sobre o governo colonial, seja por petições legais, seja pela organização de manifestações, normalmente com o apoio de grupos de pressão dentro do país colonizador.
No entanto, houve casos em que a potência colonial, quer por pressões internas ou internacionais, quer por verificar que a manutenção de colónias lhe traz mais prejuízos que benefícios, decide por sua iniciativa conceder a independência às suas colónias, como aconteceu com várias das ex-colónias francesas e britânicas. Nestes casos, foi frequente o estabelecimento de acordos em que a potência colonial tem privilégios no comércio e noutros aspectos da economia e política com a ex-colónia, podendo esta nova relação tomar a forma de neocolonialismo.
O crescimento populacional e económico em vários países da Europa e da Ásia (os mongóis e os japoneses) levou a um tipo de colonização, com o carácter de dominação (e, por vezes, extermínio) de povos que ocupavam territórios longínquos e dos seus recursos naturais, criando grandes impérios coloniais. Um dos aspectos mais importantes desta colonização foi a escravatura, com a “exportação” de uma grande parte da população africana para as Américas, com consequências nefastas, tanto para o Continente Negro, como para os descendentes dos escravos, que perduram até hoje.
Esta foi a primeira forma de imperialismo, em que vários países europeus, principalmente Portugal, Espanha, França, a Holanda e a Inglaterra (mais tarde o Reino da Grã-Bretanha), constituiram grandes impérios coloniais abrangendo praticamente todo o mundo. A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados, levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.

A Descolonização das Américas

Nas Américas, em que a colonização tinha tido o carácter de quase extermínio da população autóctone, foram os próprios colonos que, a certa altura, decidiram que deviam separar-se da potência colonial e declarar unilateralmente a independência dos vários países. Os Estados Unidos da América foram constituídos a partir das primeiras colónias a declarar a sua independência em 1776, mas só a viram reconhecida sete anos depois, como resultado da Guerra pela Independência dos Estados Unidos da América, que terminou com o Tratado de Paris de 1783. No início do século XIX, com o conhecimento desta independência e ainda como efeitos da Revolução Francesa, apareceram movimentos independentistas em praticamente todas as colónias espanholas da América, que resultaram nas independências dos actuais países de língua espanhola.
A Independência do Brasil, declarada por Dom Pedro I do Brasil a 7 de Setembro de 1822, foi provocada pela retirada da regência do Brasil àquele soberano, na sequência da luta entre absolutistas e constitucionalistas e dos movimentos independentistas naquela colónia.
Já o Canadá iniciou o seu processo de autonomização com a declaração da Confederação Canadense, em 1867, como forma de se defenderem dos Estados Unidos que os tinham invadido. A dependência do Canadá com os ingleses foi diminuida em 1931, pelo Estatuto de Westminster.
As colónias neerlandesas e algumas francesas do Caribe decidiram, geralmente por referendo, manter-se ligadas à potência colonial, mas com autonomia interna, tendo os seus habitantes cidadania total, estando representados nos parlamentos dos países-“pais”. Entre estas, contam-se Guadeloupe e Martinica, que são dependências de França, as Antilhas Holandesas e a Bermuda, dependente do Reino Unido. O Suriname tornou-se um território dependente, mas com autonomia interna, em 1954, tendo acedido à independência em 1975, por negociação entre um dos partidos políticos e o governo dos Países Baixos.

CONCLUSÃO

A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados – incluindo a sua população, quase totalmente aniquilada, como aconteceu nas Américas, ou transformada em escravos que espalharam pelo resto do mundo, como na África – levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.
Desde a nossa infância, sempre nos foi inculcada uma imagem heróica dos nossos “bravos” bandeirantes, dos inconfidentes, dos navegadores portugueses, que “descobriram” nossa terra, e esforçaram-se por trazer a civilização, o progresso, e a fé cristã para os “selvagens, que andavam nus, e adoravam os demônios das florestas”.
É tempo de entendermos, que os nossos “heróis” do passado, tem muito a ver com os nossos grandes personagens da classe dominante da atualidade, agem sempre visando o interesse econômico pessoal, ou de classes dominantes, com as quais estão comprometidos.
Autoria: Fabiane Carício

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Barão de Mauá 9º ano 2015

Barão de Mauá
Até a primeira metade do século XIX, o Brasil tinha grandes dificuldades para assentar o franco desenvolvimento de seu parque industrial. A carência de fontes de energia abundantes, a dispersão dos mercados consumidores, a inexistência de uma indústria de base e a falta de vontade política compunham uma gama de obstáculos que transformava os produtos brasileiros caros e de baixa qualidade. Contudo, a partir de 1840, essa realidade vigente ganhou outros contornos.
No ano de 1844, a criação da Tarifa Alves Branco elevou os impostos alfandegários sobre os produtos provenientes do mercado externo. Apesar de não ter esse objetivo, o imposto se transformou em uma eficiente barreira protecionista que abriu portas para o primeiro surto industrial experimentado na história do Brasil. Paralelamente a esta ação, devemos salientar que a proibição do tráfico negreiro e os lucros obtidos pelo café tiveram grande importância neste processo.
Nessa mesma década, um jovem chamado Irineu Evangelista de Sousa viajava a trabalho para a Inglaterra, berço da Revolução Industrial. Ao observar o acentuado desenvolvimento das indústrias daquele país e a pujança das teorias liberais, Irineu voltou ao Brasil determinado a buscar oportunidades de negócio que orbitavam fora da ordem agroexportadora. Para a época, as suas pretensões estavam bem distantes do pensamento de uma parcela considerável de nossas elites.
De origem humilde, este arrojado empreendedor saiu cedo da cidade de Arroio Grande para, com apenas doze anos de idade, trabalhar em uma loja de tecidos na capital federal. Apresentando grande tino para os negócios, ele logo arranjou outra colocação em uma empresa de importação. Foi nesse momento que Irineu entrou em contato com os valores e a lógica do capitalismo industrial que fervilhava nos centros urbanos ingleses.
Quando chegou ao Brasil, ele decidiu juntar seus recursos financeiros para adquirir uma pequena fundição localizada na região de Ponta da Areia, no Rio de Janeiro. Com o apoio financeiro de seu antigo patrão, Irineu Evangelista conseguiu meios para organizar o maior estaleiro de construção naval de todo o Império Brasileiro. Aproveitando dos bons ventos trazidos pelo surto industrial, seus empreendimentos deram boa resposta e abriram caminho para outras iniciativas.
Em pouco tempo, o próspero empresário criou a Companhia de Rebocadores da Barra do Rio Grande e obteve uma concessão sob o tráfico no rio Amazonas. Paralelamente, sua empresa de siderurgia fabricava lampiões e tubos para a canalização de rios e pontes. No ano de 1851, conseguiu autorização para instalar um serviço de iluminação a gás que se estenderia pelas principais ruas da cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, iniciou as obras de construção de uma ferrovia que ligava a capital ao Vale do Paraíba.
Por meio da construção dessas e outras obras ferroviárias, o visionário Irineu conquistou o título de Barão de Mauá. Trabalhador incessante, ele também investiu em uma empresa de bondes puxados por tração animal e na construção de um telégrafo submarino que ligava o Brasil à Europa. Além disso, ele também atuou como financiador com a criação do Banco Mauá & Cia., que chegou a abrir dezenas de filiais no exterior.
Toda euforia experimentada nestas décadas chegaria até certo limite, quando a vigência da ordem agroexportadora entrou em conflito com seus interesses. Em 1857, a sua empresa Ponta da Areia foi alvo de um terrível incêndio. Pouco tempo depois, a vantajosas taxas alfandegárias da Tarifa Alves Branco foram abandonadas. Com o passar do tempo, Barão de Mauá não resistiu à concorrência imposta pelas mercadorias estrangeiras.
A partir de 1875, Mauá abandonou a condição de investidor ao decretar falência e vender as suas propriedades para quitar seu grande volume de dívidas. Em 1877, a Ponta da Areia fechou as suas portas e, no ano seguinte, o governo imperial se negou a prestar auxílio financeiro ao seu banco. Na década de 1880, Mauá abandonou seus empreendimentos e passou o resto de seus dias sobrevivendo como corretor de sacas de café.
Por Rainer Sousa
Graduado em História

ATIVIDADES.
A) Quem foi Irineu Evangelista?
B) Qual a sua importância na História do Brasil?
C) Quais os seus feitos para a Industrialização do Brasil?
D) Por que conquistou o título de Barão de Mauá?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A CONQUISTA DO NORDESTE AO AMAZONAS

ATIVIDADES DO LIVRO DIDÁTICO PAG.253
HISTÓRIA 7º ANO RADIX

1) Qual era a região mais rica da colônia até o iníciodosec XVII?
2)Por que houve a necessidade de criação do gado bovino na colônia?
3)Na questão de mão-de-obra qual a diferença da cana-de-açúcar para a pecuária?
4)Quem eram os vaqueiros e como era o seu pagamento?
5)Como ocorreu a expansão da atividade pecuária e como originou as fazendas no interior?
6)Como ficou apelidado o Rio São Francisco? Por que?
7) Quais as principais regiões da criação de gado?
8)Por que houve a ocupação da Amazônia?
9)Oque era as "Drogasdo Sertão"?
10) Qual a função dos jesuítas?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SENHORES E ESCRAVOS 7º ano

Senhores e escravos - PIP

    Durante o ciclo da cana-de-açúcar, a sociedade colonial se definia a partir da casa-grande e da senzala.Formando o poderoso grupo socio-econômico da colônia, havia os brancos colonizadores, donos dos engenhos, que habitavam as casas-grandes. O poder dessa aristocracia canavieira ia além de suas terras, expandindo-se pelas vilas, dominando as Câmeras Municipais e a vida colonial.
    A autoridade do senhor de casa-grande era absoluta: em família a obediência lhe era incondicional e o respeito como chefe superior, indiscutível, estando as mulheres submetidas a um papel subordinado, complementar. A sociedade açucareira teve, assim, um carácter explicitamente patriarcal.
    Os escravos, considerados simples mercadorias, formavam a base econômica dessa sociedade indígena e, principalmente, negros africanos eram responsáveis pela quase totalidade dos trabalhos braçais executados na colônia, constituindo "as mãos e pés do senhor". Os escravos, em sua maioria , trabalhavam de sol a sol na lavoura e na produção de açúcar, vigiados por um feitor, sofrendo constantes castigos físicos.
     Alguns exerciam trabalhos domésticos na casa-grande como cozinheiras, arrumadeiras, amas de crianças, moleques de recados, etc. Formando uma pequena parcela da população, havia os homens livres, plantadores de cana com poucos recursos, que não possuíam instalações para produzir o açúcar (engenhos), sendo obrigados a vender a cana a um senhor de engenho.

ATIVIDADES:
1- leitura do texto
2- responda:
a)Qual o grupo sócio-econômico formado formado na colônia?
b)por que era absoluta a autoridade do senhor de engenho?
c)Como era a situação dos escravos?
d)Como era o trabalho dos escravos?
e) Quem era o feitor?
f)Quais os outros tipos de trabalho existentes na colônia?


Os Escravos na Produção do açúcar no Brasil Colonial pip 7º ano

  OS ESCRAVOS NA PRODUÇÃO DO AÇÚCAR NO BRASIL COLÔNIA-PIP  
    As fazendas produtoras de açúcar no período histórico da colonização no Brasil eram referidas como engenho de açúcar. O termo também define as maquinas utilizadas para moer a cana-de-açucar.   Os engenhos de açúcar eram predominantes no nordeste e destinavam a sua produção de açúcar para a metrópole portuguesa e para o mercado europeu.
      O engenho era composto pela casa-grande, senzala, capela, horta e o anavial. Era utilizada a mão-de-obra escrava dos negros africanos. Depois da expulsão dos holandeses, a produção do açúcar brasileiro passou a sofrer a concorrência do açúcar holandês produzido nas ilhas da América Central.
      O chamado engenho-banguê incluía a moeda, a casa das caldeiras e a casa de purgar. Os engenhos resistiram até o século XX, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo.
Foram finalmente extintos, a partir da evolução da agroindústria e o surgimento das usinas de açúcar e álcool.
    No engenho, as etapas de produção do açúcar iniciavam-se na moagem de cana. Na moagem era extraído o caldo de cana; posteriormente encaminhado para o tanque e depois armazenado.
    Para a produção da cachaça, o caldo era  armazenado para a fermentação e destilação. Na produção do açúcar, o caldo era colocado em tachos de cobre em fogo, até a etapa do resfriamento do mel.

ATIVIDADES:
1) RESPONDA:
a) O que era um engenho de açúcar?
b) Para onde era destinada a açúcar do Brasil?
c)Como era composto o Engenho?
d)Onde existiam os Engenhos no Brasil Colônia?
e)Quais as etapas de produção do açúcar?
f) Como era a produção da cachaça?

O Engenho de açúcar colonial pip 7º ano

  O ENGENHO DE AÇÚCAR COLONIAL- PIP
 O engenho de açúcar colonial foi a primeira atividade econômica de grande escala exercida pelos portugueses nas terras coloniais.
   A produção do açúcar seguia uma lógica de funcionamento nos engenhos coloniais. Existiam duas principais formas de engenho: os movidos ou deslocados por força animal (que eram chamados de trapiches); e os engenhos movidos por força hidráulica, ou seja, movidos pela água (denominados reais).
      Nenhuma das etapas de produção poderia faltar, desde a preparação da terra, plantio, colheita, corte e transporte (feitos em barcas e carros de boi), moagem, cozimento, purga, branqueamento, até a secagem e a embalagem. O processo de produção do açúcar passava por todas essas etapas.
   Na moenda, trabalhavam um feitor-pequeno, um lavadeiro e 15 escravos. Lá, a cana-de-açúcar que havia sido colhida e transportada era moída e prensada por grandiosas e pesadas engrenagens.
   Depois de moer e prensar a cana, o caldo obtido era cozido na casa das fornalhas (cozinha). Nesse recinto trabalhavam aproximadamente 28 escravos, um mestre de açúcar, um banqueiro, dois caldeireiros de melar e um caldeireiro de escumar. Nas fornalhas retirava-se toda a impureza e produzia-se um caldo chamado de melaço.
   O melaço era levado para a casa de purgar e ficava lá por duas semanas em formas de barros com furos de drenagem (nesse momento, a aguardente poderia ser produzida). Nessas formas colocavam-se água e barro juntamente com o melaço. Depois de 40 dias eram produzidos três tipos diferentes de açúcar (escuro, mascavo e branco). Para a realização desse processo na casa de purgar, eram necessários um purgador e cinco escravos.
   A última parte da produção do açúcar nos engenhos coloniais era a etapa da secagem e embalagem do produto. Para isso, utilizavam-se um caixeiro e 19 escravos, que cortavam o melaço sólido (açúcar) e separavam os diferentes açúcares. Após a separação, o açúcar era batido, esfarelado e embalado.
   No final do processo da produção do açúcar e do funcionamento do engenho colonial, tudo o que era produzido nos engenhos era enviado por navio aos mercadores europeus que negociavam o açúcar na Europa por um alto custo. A produção de açúcar, no período colonial, moveu a economia no Brasil.

ATIVIDADES:
1) RESPONDA: 
a) Qual a primeira atividade do Brasil colônia?
b) Quais as principais formas de engenho existente no Brasil colônia?
c)O que significa trapiches?
d)Quais eram as etapas de produção nos engenhos?
e)Quem trabalhava na moenda e o que faziam?
f)Quem trabalhava na fornalha e o que faziam?
g)Para onde levam o melaço?
h)Quais os tipos de açúcar eram produzidos?
i)Quem trabalhava na secagem e embalagem do açúcar?

2-COMPLETE AS LACUNAS:
a)O _____________________________ foi a primeira atividade do Brasil colonial.
b) Havia duas formas de engenho:os movidos por_____________________________ e o movidos pela força______________________________.
c)Na________________________ a cana de açúcar era moída e prensada por pesadas engrenagens.
d) Nas ______________________________ retirava toda a impureza e produzia um caldo chamado ______________________________.
e) Na casa de purgar era necessário_______________ escravos.
f) tudo que era produzido nos engenhos era levado para o _______________ aos ____________________ europeus que negociavam o _______________________ na ______________________ por um alto custo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

IMPÉRIO 1º ano

Império

     O período do Brasil Império teve início em 1822, com a proclamação da Independência, e durou até 1889, quando foi instaurada a República. Inicialmente, países europeus não reconheceram o reinado de D. Pedro I.
  Os Estados Unidos, que através da Doutrina Monroe defendiam a autonomia do continente americano, foram os primeiros a aceitar a emancipação política do Brasil. A Coroa Portuguesa somente reconheceu a independência do Brasil em agosto de 1825, após intervenção da Inglaterra, que obteve assim inúmeras vantagens comerciais. Portugal também recebeu 2 milhões de libras, a título de indenização.
   A Carta de 1824 foi a primeira Constituição do país, cujas leis vigoraram durante todo o Brasil Império. o documento estabeleceu, entre outros pontos, a Monarquia Constitucional, com governo centralizado; sistema representativo com Senado e Câmara dos Deputados; quatro poderes políticos harmônicos – Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador -, este último exercido pelo Imperador. O direito de votar e de se eleger estava vinculado à posição social e patrimônio financeiro, o que excluía a maior parte da população.
    Durante o início do período imperial o país atravessava grave crise econômica. As lavouras tradicionais de exportação, como cana de açúcar, algodão e tabaco entraram em decadência com a concorrência de outros países. Além do mais, o Brasil tinha mais custos com a importação de manufaturas do que os ganhos obtidos com a exportação de produtos agrícolas.
    Mas não era só na área econômica que D. Pedro I enfrentava dificuldades. Em 1826, com a morte de D. João VI, o trono português passou a pertencer ao imperador do Brasil. Pressionado pela elite brasileira, que temia a recolonização do país, D. Pedro I renunciou em favor de sua filha, D. Maria da Glória. Como ainda era criança, o trono passou a ser regido por D. Miguel, irmão de D. Pedro I, que, com apoio de outros países, foi aclamado rei em 1828.
     Para reaver o trono, o imperador decidiu ajudar financeiramente a luta contra D. Miguel em Portugal. Isso aumentou mais ainda a crise econômica e o descontentamento das forças políticas de oposição brasileira. Outros acontecimentos deixavam clara a insatisfação popular, como as Revoluções Liberais de 1830, protestos contra o assassinato do jornalista Líbero Badaró, que fazia críticas ao governo, e lutas de rua entre brasileiros e portugueses, como a Noite das Garrafadas, levaram D. Pedro I a abdicar, em 1831.
Período Regencial (1831 a 1840)
    Filho de D. Pedro I, Pedro de Alcântara foi aclamado imperador do Brasil. O regime monárquico foi mantido e três regentes escolhidos para governar em nome do soberano, até que atingisse a maioridade, o que aconteceria em 1843. O período regencial foi um dos mais conturbados da história do Brasil. Proprietários rurais do Sudeste dominavam o governo e as províncias lutavam por maior automia política. A disputa ameaçava dividir o Império em regiões independentes.
   Em 1834 o Ato Adicional introduziu modificações na Constituição de 1824. O Conselho de Estado (cujos representantes eram favoráveis à restauração do Primeiro Reinado) foi extinto, Assembleias Legislativas provinciais foram criadas e a cidade do Rio de Janeiro transformada em município neutro da corte. A Regência Una foi instituída no lugar da Trina. Eleita por votação nacional, fortaleceria os setores aristocráticos regionalistas e federativos.
   As disputas políticas permaneceram acirradas e, em 1840, para retirar os conservadores do poder, os liberais propuseram a antecipação da maioridade do Imperador. A Revolução Parlamentar ou Maiorista terminou com a regência e deu início, três anos antes do previsto, ao governo pessoal de D. Pedro II, que duraria até 15 de novembro de 1889.
Parlamentarismo
    Em 1847, foi criado o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, também chamado Chefe de Gabinete, cargo semelhante ao do primeiro-ministro nos países europeus. O regime tornou-se então Parlamentarista desde essa data até a proclamação da República (1889). O Parlamentarismo brasileiro foi chamado de "Parlamentarismo às avessas", já que o poder Legislativo, ao invés de nomear o Executivo, estava subordinado a este.
Fim do Império
     As mudanças econômicas e sociais a partir da metade do século XIX levaram à proclamação da República. A Guerra do Paraguai (1864-1870), que obrigou o Brasil a contrair empréstimos vultosos e provocar um desequilíbrio financeiro, acirrou a insatisfação com o regime monárquico. Além disso, a classe média formada por profissionais liberais, funcionários públicos, estudantes, etc, queria mais liberdade e poder de decisão. A sucessão do trono também era questionada, já que D. Pedro II tinha apenas filhas mulheres. A princesa Isabel, que assumiria o poder após a morte do pai, era casada com um francês, o que levantava o temor de o país ser governado por um estrangeiro.
    A abolição da escravatura também colaborou para o fim do Brasil Império, que perdeu importante apoio das elites agrárias, prejudicadas com a decisão do governo de não indenizá-las de acordo com o número de escravos alforriados.
    Desgastado, o Império tentou promover reformas na ordem política. Um novo Ministério da Guerra foi formado, sob o comando de Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto. Ele ficaria responsável por garantir a sucessão da monarquia.
    Apesar de descrente com a Monarquia, o movimento de 15 de novembro de 1889 não contou diretamente com a participação popular. No Rio de Janeiro, os republicanos pediram ao Marechal Deodoro da Fonseca para comandar o movimento revolucionário que substituiria a Monarquia pela República. Na manhã de 15 de novembro de 1889, sob o comando do marechal Deodoro, tropas saíram às ruas para derrubar o ministério de Ouro Preto, que foi deposto.
     Dom Pedro II, que estava em Petrópolis durante os acontecimentos, voltou à corte para tentar formar um novo ministério, sem sucesso. Um governo provisório foi constituído, com o marechal Deodoro da Fonseca no comando.
     No dia 17 de novembro, sob forte esquema de segurança, Dom Pedro II, que decidiu não se opor ao movimento, partiu com a família para a Europa.
Fonte:
Câmara dos Deputados
Domínio Público

ATIVIDADES DE ACORDO COM O TEXTO- PIP
1)Quando teve início o Império no Brasil?
2)Por que os E.U.A aceitaram a emancipação política do Brasil?
3)Quando Portugal reconheceu a emancipação política do Brasil? Por que?
4)O que a Constituinte de 1824 declarava?
5) Como era estabelecido a questão de voto?
6) Como era o perfil do Brasil no início do Império?
7)Durante o Império como estava a situação da côrte portuguesa?
8) O que fez o Imperador para reaver o trono de Portugal?Qual foi a reação da população?
9) Por que o período regencial foi o mais conturbado da História do Brasil?
10) O que foi o Ato Adicional? Por que foi criado?
11) O que foi o Parlamentarismo?
12)Como ocorreu o término do Império?


terça-feira, 27 de agosto de 2013

SITUAÇÃO DA CORTE PORTUGUESA EM PORTUGAL 1º ano

2– Situação da corte portuguesa que ficou em Portugal
"... O momento vai-se tornando sobremaneira crítico para Portugal... Creio que uma reforma pronta no governo de Portugal é uma absoluta necessidade e que El-Rei não deve hesitar em mandar imediatamente seu filho primogênito, nomeando-lhe um conselho de gente capaz, se a achar, dando-lhe poderes muito extensos. [Os regentes de Portugal] reconhecem o descalabro econômico e financeiro do país. [Percebem] que o país chegara a uma crise... [não poupam] uma referência de censura à decisão que determinara a abertura dos portos do Brasil que privou Portugal do comércio exclusivo com aquele reino nem se esqueciam de condenar as condições em que, pelo tratado de 1810, a débil indústria portuguesa se vira batida, na metrópole e no Brasil, pela produção britânica [...]".
Carta do Conde de Pámela, 6 de março de 1820 – adaptada. Documento encontrado no livro didático Brasil: Encontros com a História, volume dois, dos autores Vanise Ribeiro e Carla Anastasia
Roteiro de Leitura
• Quem escreveu a carta?
• Qual a data da carta? Em qual contexto histórico ela está inserida?
• Qual a situação de Portugal contada pelo Conde de Pámela?
• A carta mostra um desagrado dos regentes de reino com relação a algumas medidas tomadas por D. João referentes ao Brasil e que estavam prejudicando Portugal. Que medidas são essas? De que maneira elas prejudicavam Portugal?
• Qual o conselho do Conde ao Rei?

SITUAÇÃO DA CORTE PORTUGUESA 1º ano

1- Situação da corte portuguesa que veio para o Brasil
Trechos de cartas de Luiz Joaquim dos Santos Marrocos, escritas do Rio de Janeiro a sua família em Lisboa. Luiz Joaquim fazia parte da imensidão de funcionários que, com a transmigração da Corte portuguesa para o Brasil, vieram na ocasião ou depois para ter emprego. Ele chegou ao Rio em 1811, juntamente com a segunda remessa dos livros da Biblioteca Real com a qual trabalharia.
"Ainda que aqui se tem preparado uma grande parte das embarcações de guerra, ninguém por hora se lembra de nos transferirmos a Lisboa; antes pelo contrário há disposição de não ser tão cedo; não só porque crescem aqui as obras de melhores acomodações futuras, mas há coisas particulares, e não sei se expressões de autoridade, que fazem recear uma mui prolongada permanência nesse clima. Por todas as Repartições Eclesiásticas, Civis e Militares há estas aparências; e há tratantes que nem se querem lembrar de Lisboa...". (Carta de Março de 1814 - Adaptada)
"José Egydio Alvares de Almeida lá vai para o Rio Grande ver e arranjar uma grande fazenda que comprou por 63 mil cruzados, e ali, estabelecer uma fábrica de couros, de sociedade com Antônio de Araújo". (Carta de Fevereiro de 1814 - Adaptada)
Anais da Biblioteca Nacional, vol.56,p.185 e 188
Roteiro de Leitura
• Quem estava escrevendo as cartas? Para quem?
• Qual a data das cartas?
• O que Luiz Joaquim nos informa sobre a disposição da Corte para retornar a Portugal?
• Qual a razão apontada por Luiz Joaquim para a prevista demora do retorno da Corte?
• Qual era a situação da corte portuguesa que se instalou no Rio de Janeiro?

texto Período Joanino 1º ano


PERÍODO JOANINO
b) LEIA  o seguinte texto :
"Vale a pena lembrar que, do ponto de vista político, a vinda da corte teve um efeito ambíguo. Não se tratava de uma simples visita da rainha, ‘D. Maria, a louca’, e de D. João, príncipe regente, com seus demais familiares e lacaios. Longe disso, a transmigração régia implicou a transferência de inúmeros funcionários metropolitanos, boa parte deles pertencentes à nata da administração e da aristocracia portuguesas. Uma vez instalada, a nova corte deu origem a uma situação inusitada: o Império colonial português passa a ter duas sedes, uma em Lisboa e outra, no Rio de Janeiro. Enquanto a ameaça napoleônica pairou sob o mundo europeu, havia justificativa para tal situação. A partir de 1815, porém, ela deixou de existir. Essa data marca a derrubada de Napoleão e, ao mesmo tempo, o progressivo restabelecimento dos sistemas monárquicos europeus.
... A tensa relação entre essa elite (que veio para o Brasil) e a que permaneceu em Portugal culminou em 1820. Nesse ano tem início a Revolução do Porto. Tratava-se de um movimento liberal, voltado para a convocação de uma assembléia constituinte, mas que exigia o retorno imediato do rei à metrópole. Um ano após sua eclosão, D.João e uma parcela significativa de sua corte retornavam. No entanto, a dualidade de poder não havia sido extinta: como regente brasileiro ficou D. Pedro, e, com ele, segmentos importantes do antigo grupo que havia fugido de Portugal. O alvo da pressão metropolitana pelo retorno do rei volta-se agora para o regente : em 21 de setembro de 1821, um decreto determina seu retorno imediato. (...) D. Pedro resiste a essa pressão e, em 9 de janeiro de 1822, torna pública sua decisão de permanecer no Brasil. (...) As duas cortes, dessa forma, disputam o poder, até que em 7 de setembro de 1822, D. Pedro rompe definitivamente com a antiga pátria-mãe, sagrando-se imperador a 12 de outubro desse mesmo ano".
PRIORE, Mary Del,VENÂNCIO, Renato Pinto. O Livro de Ouro da História do Brasil.São Paulo: Ediouro, 2001 p.198-199.
A) . Após a primeira leitura esclareça o vocabulário necessário e  leiam uma segunda vez.
D) Respondam as seguintes perguntas relativas ao texto:
• Qual a situação gerada pela vinda da corte exposta no texto?
• O texto afirma que 1815 marca a derrota de Napoleão e o progressivo restabelecimento dos sistemas monárquicos europeus. Diante dessa nova situação, a corte poderia voltar e se estabelecer novamente em Portugal. O que aconteceu com a corte após 1815? • O que o confronto das duas cortes (a que veio para o Brasil e a que ficou em Portugal) gerou? • O que a foi a Revolução do Porto e o que ela representou? Qual foi o resultado desse embate entre as cortes?

F):Por que D. João não voltou com a corte para Portugal quando se viu livre do perigo napoleônico? O texto fala de uma relação tensa entre as elites. Podemos falar que houve um confronto de interesses.

ATIVIDADES REVOLUÇÃO INDUSTRIAL LIVRO DIDÁTICO 1º ano


MONTAR UMA PESQUISA USANDO O LIVRO TEXTO:
a) Título
b) Conceito de Revolução Industrial
c) Quando ocorreu
d) Onde ocorreu
c) Objetivos
d) Características
e) Principais sujeitos sociais envolvidos
f) Consequências
e) Imagens (PODE SER DESENHO)

ROTEIRO DE ATIVIDADES REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 1º ano

ROTEIRO DA ATIVIDADE:

a) Explique por que a Revolução Gloriosa, na Inglaterra, contribuiu para a Revolução Industrial.
b) Qual o conceito de revolução Industrial?
c) Cite algumas invenções relacionadas à Revolução Industrial e sua data de criação.
d) Cite e explique as etapas da industrialização.
e) Quais os principais teóricos da Revolução Industrial?
f) Explique as novas classes sociais que surgiu no processo de industrialização.
g) Quais as consequências da industrialização?


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 1ª ANO

TEXTO: A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NA INGLATERRA
O pioneirismo inglês:
Foi na Inglaterra onde se desenvolveram as primeiras máquinas a vapor e, portanto, onde surgiram as fábricas, com suas chaminés lançando canudos de fumaça e poluindo o ar.
Veja alguns fatores que determinaram o pioneirismo inglês no processo de industrialização:
·o acúmulo de capitais (riquezas, dinheiro) conseguido através da expansão marítimo (lucros do tráfico de escravos, pirataria e exploração de colônias);
·a Revolução Inglesa do século XVII, que eliminou os entraves feudais e permitiu o avanço capitalista no campo (cercamentos, isto é, expulsão dos camponeses das terras para usá-las como pastagens, para criação de animais como cavalos e/ou ovelhas);
·os avanços tecnológicos experimentados pelos ingleses, como a mencionada invenção da máquina a vapor e, posteriormente, o desenvolvimento dos meios de transporte (ferrovias);
·o desenvolvimento da metalurgia, indispensável à fabricação de máquinas, trilhos de ferro etc.;
·a existência de reservas de carvão e ferro, tão necessários para o funcionamento das fábricas;
·a mão de obra com fartura e também barata, uma vez que milhares de camponeses tiveram que deixar o campo e partir para as cidades, devido aos cercamentos.

MAPA:
mapa

ROTEIRO DA ATIVIDADE:
a) Quando e onde teve início a Revolução Industrial?
b) Explique o que eram as manufaturas.
c) Por que a Inglaterra foi pioneira no processo de industrialização?
d) Segundo o mapa acima, em que locais se desenvolveram indústrias metalúrgicas na Inglaterra?
e) No mapa acima, a referência da densidade das enclousures que são os cercamentos dos campos ingleses. O que eram os cercamentos? E qual a sua relação com a Revolução Industrial na Inglaterra?
A vinda da família real para o Brasil
     A Corte Portuguesa mudou-se para o Brasil em 1808, permanecendo até 1821. Tal mudança foi uma saída estratégica para ficar longe da Europa, visto que Portugal estava encurralado num conflito entre a França e a Inglaterra e no dia seguinte da saída da família Real de Portugal, Lisboa, Capital de Portugal foi invadida pelas tropas francesas.
     O Brasil desde essa vinda de D. João VI e da corte portuguesa, em 1808, começou seu próprio caminho para a independência.
     Os portos foram abertos às nações amigas (Portugal não possuía mais o monopólio do comércio brasileiro); o Rio virou a capital do Império, fábricas puderam ser instaladas, a Imprensa Régia começou a funcionar, assim como o Banco do Brasil, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico do Rio e a fábrica de pólvora, hospitais, escolas e repartições públicas, o que mudava, em muito, os costumes da colônia.
     O perfil dito à época "de certo gosto pelas coisas espirituais" de D. João permitiu que novas idéias circulassem. Expedições estrangeiras chegaram ao Brasil: uma missão artística francesa e uma missão científica alemã. O imenso país e toda a sua riqueza natural começaram a aparecer nas pinturas e descrições de vários artistas e cientistas.
Dia do FICO - D. Pedro I

Dom Pedro I

Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, que nós conhecemos como D. Pedro I, filho de D. João e de D. Carlota Joaquina, quando chegou ao Brasil tinha apenas seis anos. Formou sua personalidade longe de Portugal o que o tornava alguém bem mais envolvido com os costumes da colônia.
    Em 1821, D. João regressou a Portugal, deixando D. Pedro I no Brasil.
    O contexto iluminista (movimento contra as crenças e instituições estabelecidas que se formava na Europa e também repercutia no continente americano) sinalizava que mudanças teriam de acontecer em breve e havia muita pressão de Portugal (que chegou até a ser governado por um marechal inglês de nome Beresford, que expulsara de lá os franceses) para assegurar que nada mudasse em relação ao domínio sobre o Brasil.
    Em Portugal, revolucionários portugueses haviam tomado o governo e proclamando a criação das Cortes Constitucionais, uma assembléia representante do povo português que iria criar uma constituição para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Além da criação de uma constituição, e a intenção de retirar a Inglaterra do governo português, as Cortes queriam recuperar economicamente as finanças portuguesas com uma recolonização do Brasil. Queriam então que D. Pedro deixasse o Brasil.

    Partiu dos brasileiros, principalmente dos setores mais aristocráticos da população, o desejo de que D. Pedro não fosse para Portugal (os planos de Portugal eram de que ele fizesse uma conveniente viagem cultural à Inglaterra, França e Espanha). Consta que D. Pedro reconhecia aí um movimento para desestabilizar a monarquia. No Brasil, havia um sentimento de que a sua presença era um reforço no processo já deflagrado para a independência.

O Dia do "FICO" - 09 de janeiro de 1822
     José Bonifácio de Andrada e Silva, como membro do governo provisório de São Paulo, escreveu uma carta a D. Pedro criticando aquela decisão das cortes de Lisboa, carta divulgada pelo jornal Gazeta do Rio de Janeiro, em 8 de janeiro de 1822.
     O Rio de Janeiro iniciou uma coleta de assinaturas, estendendo-a até Minas Gerais e São Paulo que já haviam aderido à causa de emancipação brasileira. As mais de oito mil assinaturas conseguidas foram entregues a D. Pedro por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara do Rio de Janeiro, pedindo que ele ficasse. No dia 9 de janeiro de 1822, D. Pedro escolheu desobedecer às ordens das cortes portuguesas e ficar no Brasil, usando estas palavras: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". 

ATIVIDADES:
1)Quais os benefícios com a vbinda da Família real para o Brasil?
2) Como estava Portugal enquanto D. João estava no Brasil?
3) Qual era a intenção de Portugal?
4)O que foi o Dia do Fico?